{ Na minha máquina } Simple Chic

Ao ver esse vestido pronto marido comentou: “Tá voltando às origens minimalistas?!”

E a resposta é sim! O minimalismo sempre foi uma paixão. Tanto na arquitetura, no design, como na moda.

Adoro a riqueza da forma, usando só o essencial, sem mais, sem menos, na medida. Adoro branco, cinza e preto. Meu guarda-roupa foi por muito tempo nestas cores. A silhueta minimalista, nem sempre combina com o meu tipo físico. Sou enlouquecida pelo Japonismo, muito em voga nos anos 90, amo até hoje, mas com 1,54 de altura e um corpo nada longilíneo, nunca pude me aventurar a usar aquela arquitetura toda.

Aos poucos fui incorporando o estilo mais retrô, cintura marcada, saias evasês. Eu amo esse estilo também, e acho que ele me favorece muito mais, além de ser mais feminino. Essa transformação refletiu as mudanças internas que foram ocorrendo nos últimos anos. Mas agora o minimalismo, e a androginia, tá me chamando novamente. Acho tão chic, elegante, mais maduro. Deve ser os 4.0 se aproximando. 😀

Agora vamos ao molde: o vestido Ludivine da Républic du Chiffon.

Ele está disponível de graça no site da marca. Foi o vencedor de um concurso em 2013.

Estava com ele guardado há algum tempo, e agora chegou a hora de fazer e usar.

Eu amei o vestido. Super democrático, acredito que valoriza todas as silhuetas, é só tomar cuidado para não deixar muito justo na cintura e quadril. E deixar bem ajustado nos ombros e busto. Chic na medida.

O molde tem as medidas bem certinhas, não precisei mexer no comprimento, então possivelmente quase todo mundo vai ter que aumentar o comprimento, ou fazer mais curto. Usei o tamanho 40 e ajustei somente a largura das costas e frente.

Esse modelo é super fácil de costurar. Feito para tecidos elásticos, não tem fechamento, você veste como uma blusa. Mesmo não sabendo nada de Francês consegui seguir as instruções.

Fiz numa malha grossa, que parece piquê, em duas cores, cinza e preto. Decidi deixar o preto na lateral para dar aquela ajuda para a silhueta. 😉

Como o tecido que utilizei não é muito elástico, costurei com ponto flexível da máquina reta e os acabamentos com overlock. Para o acabamento do decote apliquei viés de cetim e finalizei com costura à mão, pois não queria costura aparente do lado de fora. Menos é mais!

Eu adorei os recortes do modelo, eles seguem os desenhos das pences do busto e cintura. E com isso o corpo fica bem modelado, mesmo numa silhueta mais folgada.

Super indico! E quem fizer o seu me conta, que eu quero ver a sua versão. 😉

 

 


{Na minha máquina} Casaco com perfume 50’s

 

Semana passada finalmente terminei o meu casaco. Yey!

Deu trabalho, demorou, mas eu adorei o resultado. Todo o processo valeu a pena.

Usei o molde 110 da Burda de Maio. Mas eu mudei várias coisas, e provavelmente você não vai reconhecê-lo. :p

Achei o molde muito bom. Com as medidas certinhas. Pela primeira vez não precisei mexer na estrutura: largura de costas, altura do corpo, ombros…

E o tecido? Ah, o tecido, uma lã azul linda, que ganhei da minha sogra há uns 5 anos, e ela disse que deve ter ficado com ela mais uns 15 anos, ou seja, o tecido deve ter mais de 20 anos. Isso já faz dele Vintage. 😀

As minhas mudancas:

• Gola: o original da Burda tem a gola bem grande, para ser usada aberta, sobre os ombros. Quando fiz o teste no algodão cru eu percebi que queria o casaco um pouco mais fechado.

A gola tão aberta limita um pouco o que usar por baixo, e com a gola mais ajustada o casaco fica muito mais versátil. E como ela era muito larga, para conseguir fechar o casaco até mais para cima, eu tive que diminuir um pouco a borda dela. Essa gola é linda, tem uma curva incrível nas costas.

• Estrutura: estruturei todo o casaco usando técnica de tailoring moderno. Fiz um post só sobre isso. Veja aqui.

• Fechamento: testei o fechamento com snaps, e depois com ganchos por dentro do casaco, mas achei meio sem graça, faltava alguma coisa. Quando o marido viu e disse: “Cadê os botões?” Eu entendi que realmente faltava alguma coisa. 😀

Eu já tinha comprado esses botões para o casaco, mas o posicionamento deles estava me incomodando e acabei desistindo. Com a ajuda do marido chegamos nesse layout. Eu amei! Achei meio com cara de aeromoça dos anos 50/ 60. <3

Como os botões são muito grandes, não cabem no pé de casas automático. E sem ele a casa não fica muito boa. A saída foi fazer Bound Buttonholes ou casa embutida (beijo Katia! por descobrir o nome). Imagina o suspiro que eu dei quando lembrei que o casaco estava pronto e passado, e teria que desmanchar boa parte dele. Mas super valeu a pena, aprendi uma técnica nova, e o resultado é lindo, limpo e elegante.

cintura

Com essas mudanças, o casaco ficou mais funcional e versátil. Posso fechar todos os botões, deixando a gola mais certinha; ou abri um botão e a gola fica mais acentada; ou ainda abrir mais um botão e a gola fica quase como a original da revista.

Eu fiz o forro com uma tricoline 100% algodão azul marinho e poá vermelho. Acho que deu mais um charme retrô. Amo! 😀

Fiquei super feliz com o meu casaco novo. Ainda bem que semana passada estava mais friozinho, consegui usar ele várias vezes, com calça cenoura, com jeans e com saia também. Adorei montar looks com ele, e com certeza será uma grande adição ao meu guarda-roupa handmade. 😉